Vigilância em Saúde esclarece sobre o caso de MENINGITE em Barra do Bugres

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No Brasil, a meningite é considerada uma doença endêmica, deste modo, casos da doença são esperados ao longo de todo o ano, com a ocorrência de surtos e epidemias ocasionais. A ocorrência das meningites bacterianas é mais comum no outono-inverno, e das virais na primavera-verão.

No município de Barra do Bugres, durante os anos 2017 e 2018, tivemos 06 casos da doença meningite. Todos evoluíram para cura sem nenhuma sequela. Neste ano de 2019 tivemos 01 caso confirmado.  No final de semana (07/06/2019) tivemos um internamento com suspeita da doença, a mesma está sob investigação, aguardando resultados laboratoriais para confirmação do caso.

Vale ressaltar que alguns exames são específicos para meningite e são realizados no LACEN (Laboratório Central de Cuiabá), porém, não há impedimento para que o médico inicie o tratamento do paciente, uma vez que se enquadra nos sintomas a baixo descrito.

A chefe da Vigilância em Saúde de Barra do Bugres, Mara Souza, informa aos munícipes que fiquem atentos aos sinais e sintomas e a prevenção, lembrando que existem medidas de prevenção primária, tais como; vacinas e quimioprofilaxia.

As vacinas estão disponíveis para prevenção das principais causas de meningite bacteriana. As vacinas disponíveis no calendário de vacinação da criança do Programa Nacional de Imunização são:

Vacina meningocócica conjugada sorogrupo C: protege contra a Doença Meningocócica causada pelo sorogrupo C;

  • Vacina pneumocócica 10-valente (conjugada): protege contra as doenças invasivas causadas pelo Streptococcus pneumoniae, incluindo meningite.
  • Pentavalente: protege contra as doenças invasivas causadas pelo Haemophilus influenzae sorotipo b, como meningite, e também contra a difteria, tétano, coqueluche e hepatite B.
  • BCG: protege contra as formas graves da tuberculose (miliar e meninges)

Quanto as faixas etárias preconizadas para vacinação, recomendamos o acesso ao Calendário Nacional de Vacinação do Programa Nacional de Imunizações (PNI).no site saúde.gov.br/vacinação

Já a quimioprofilaxia medicamentosa está indicada para contatos de casos de Doença Meningocócica e meningite por Haemophilus influenzae.

A equipe médica que acompanha o caso, junto com a vigilância epidemiológica do município  são os responsáveis pelas orientações e definição do uso da quimioprofilaxia medicamentosa nos contatos, haja vista que não está  indicada para todos os casos.

A Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com Vigilância Epidemiológica, está atenta para as medidas necessárias no município.

SEGUE INFORMAÇÕES ABAIXO SOBRE A DOENÇA.

MENINGITE

1-O QUE É MENINGITE?

É uma doença atinge o sistema nervoso, caracterizada por um processo inflamatório que atinge a membrana que envolve o cérebro e a medula espinhal das pessoas.  Mais frequentemente é ocasionada por vírus ou bactéria. É importante pela severidade de alguns casos que podem evoluir a óbito ou a um dano no cérebro mais grave deixando sequelas.

O tipo de tratamento depende do agente que causa a doença: vírus, bactéria, fungos, parasitos, outros. Nas meningites bacterianas é importante conhecer o tipo de bactéria envolvida de forma a possibilitar o tratamento correto. Para isso é necessário realizar exames para confirmar a meningite.

2-QUAIS OS SINTOMAS?

Febre alta e persistente, dor de cabeça por vezes insuportável, dor na nuca podendo ocasionar rigidez no pescoço, vômitos, perda do apetite, sonolência, confusão mental, agitação, grande sensibilidade à luz. Pode apresentar ainda manchas no corpo, diarreia, crises convulsivas, coma. As crianças normalmente permanecem quietas, pouco ativas.

No caso das meningites bacterianas a evolução é muito rápida, podendo agravar em horas. O paciente necessita receber o antibiótico o mais rápido possível.

As meningites causadas por vírus são as mais frequentes. Em geral é de menor gravidade, embora alguns vírus apresentam casos graves, por vezes fatais. Normalmente evolui em 5 a 10 dias para a cura. Raramente deixam sequelas.

3- COMO É REALIZADO O DIAGNÓSTICO?

É de suma importância proceder ao diagnóstico e tratamento precoce. O paciente deve procurar o serviço de saúde, logo que apresentar os sintomas, pois no caso das meningites bacterianas, a introdução precoce do antibiótico reduz o risco de morte em 15%.

Para o diagnóstico é necessário realizar a coleta de liquido cefalorraquidiano e de sangue de forma a identificar a bactéria, vírus, fungo, ou seja, o agente causador da doença.

4 – COMO É FEITO O TRATAMENTO

O tratamento para a meningite depende da sua causa, podendo ser tratada com a toma de antibióticos, anti-virais ou corticoides em meio hospitalar

5 – COMO SE TRANSMITE?

Na meningite bacteriana, geralmente, a transmissão é de pessoa a pessoa, por meio das vias respiratórias, por gotículas e secreções das vias aéreas superiores (do nariz e da garganta). Já na meningite viral a transmissão fecal-oral é de grande importância, especialmente nas infecções por enterovírus.

6 – COMO PREVENIR?

  • Lavar as mãos frequentemente – ao chegar do trabalho, antes de preparar, servir ou comer alimentos: depois de usar o banheiro, após auxiliar uma criança a utilizar o banheiro, após trocar fralda, após assoar o nariz, tossir ou espirrar, proteger o nariz e a boca com o braço ao espirrar ou tossir.
  • Não secar as mãos em toalhas úmidas. Em local coletivo utilizar de preferência toalhas descartáveis.
  • Manter o ambiente limpo e arejado.
  • Alimentos: lavar e desinfetar as frutas e verduras.
  • Limpar os reservatórios de água de abastecimento com solução clorada.
  • Utilizar filtro ou bebedouro para água potável.
  • Desinfetar filtros e bebedouros regularmente com água clorada.
  • Separar os utensílios de uso individual, em especial das crianças.
  • FONTEMinistério da Saúde – Guia de Vigilância em Saúde 2017
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